segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Delírios de ansiedade

Duas da manhã, a insônia ataca. Na verdade, a indigitada atacou por volta das 11h30, quando deitei e tentei inutilmente conciliar o sono. A ansiedade se apodera do meu ser de maneira tão completa que nenhuma técnica de relaxamento aplaca a agonia que domina a minha consciência ao rever mentalmente os comportamentos adotados durante o dia.
Insatisfações todos enfrentamos rotineiramente, sei bem que são comuns a todos. O problema é a maneira como reagimos. No caso em tela, o que faz com que a culpa me consuma não é a causa da insatisfação, mas a incontinência verbal que se abateu sobre a minha pessoa. O que me faz sair falando em alto e bom som para todos os que me cercam os problemas que me afligem. Pior, ao narrar os fatos, descer a pormenores que deveriam ser resguardados com discrição?
Que necessidade é essa que o meu consciente/inconsciente tem de ser notado? Céus, o que pode ser feito para aumentar a auto-estima de uma criatura que tem tudo para se achar a última Coca Zero do Cerrado em plena seca de julho, mas que no íntimo se sente mais por baixo do que barriga de cobra? Terapia duas vezes por semana não parece estar adiantando muito...
Por que a necessidade de falar? Falar por falar? Falar de mim? Convencer quem? A mim mesma?
Insegurança.

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